Escritos gerais
Poesia
Música Popular Brasileira
e etc.......
|
|
| |
|
|
| |
|
|
|
|
|
|
| |
sexta-feira, janeiro 31, 2003
O maior castigo que eu te dou
Noel Rosa
O maior castigo que eu te dou
é não te bater
pois sei que gostas de apanhar
não há ninguém mais calma do que eu sou
nem há maior prazer
do que te ver me provocar
O maior castigo que eu te dou...
Não dar importância
à tua implicância
muito pouco me custou
eu vou contar em versos
os teus instintos perversos
é esse mais um castigo que eu te dou
A porta sem tranca
te dá carta branca
para ir onde eu não vou
eu juro que desejo
fugir do teu falso beijo
é esse mais um castigo que eu te dou
O maior castigo que eu te dou...
10:55 da tarde
quarta-feira, janeiro 29, 2003
Estácio Holly Estácio
Luiz Melodia
Se alguém quer matar-me de amor
que me mate no Estácio
11:15 da tarde
quarta-feira, janeiro 15, 2003
Juventude Transviada
Luiz Melodia
Lava a roupa todo dia
que agonia
na quebrada da soleira
que chovia
até sonhar de madrugada
uma moça sem mancada
uma mulher não deve vacilar
eu entendo a juventude transviada
e o auxílio luxuosos de um pandeiro
cada cara representa uma mentira
nascimento, vida e morte
quem diria
hoje pode transformar
e o que diria a juventude
um dia você vai chorar
vejo claras fantasias
10:58 da tarde
terça-feira, março 05, 2002
“FAVELA”
Roberto Martins & Waldemar Silva
Ao amigo e favelólogo William Bittar, o grande flaneur dos subúrbios cariocas,
“Cidadão Honorífico de Ramos” e “Sócio Benemérito do Piscinão”,
títulos concedidos pelo Pixinguinha em 05/03/02.
Favela, oi Favela
Favela que trago no meu coração
Ao recordar com saudade
A minha felicidade
Favela do sonhos de amor
E do samba-canção.
Hoje tão longe de ti
Se vejo a lua surgir
Eu relembro a batucada
E começo a chorar
Favela das noites de samba
Berço dourado dos bambas
Favela, és tudo o que eu posso falar
Minha favela querida
Onde eu senti minha vida
Presa a um romance de amor
Numa doce ilusão
Em uma saudade bem rara
Na distância que nos separa
Eu guardo de ti recordação.
5:07 da tarde
quarta-feira, fevereiro 27, 2002
TÁ – HI (Pra você gostar de mim)
Joubert de Carvalho
Para a minha pequena notável Ana Cecília,
a quem tive que explicar o que são balangandãs.
Tá-Hi!
Eu fiz tudo pra você gostar de mim...
OH! Meu bem
Não faz assim comigo não!
Você tem, você tem
Que me dar seu coração
Meu amor não posso esquecer...
Se dá alegria, faz também sofrer
A minha vida foi sempre assim:
Só chorando as mágoas...que não tem fim
Essa história de gostar de alguém
Já é mania que as pessoas têm
Se me ajudasse nosso Senhor
Eu não pensaria mais no amor
9:31 da tarde
“Samba Rasgado” (1938).
Portello Juno & W. Falcão
Para aqueles que, tal e qual Beta Correa,
sabem e gostam de cantarolar enquanto trabalham.
Uma cabrocha bonita
Cantando e sambando
Quem não admira
Gingando seu corpo
Que mesmo a gente espiando
Parece mentira
Cabrocha que só fala gíria
Que tem candomblé no
seu sapateado
Cabrocha que veio do morro
Trazer pra cidade o samba rasgado
Para eu cantar um samba
Não preciso orquestração
Gosto mais de uma cuíca,
um cavaquinho
Um pandeiro e um violão
Uma vez fui convidado
Pra no samba ir brincar
E me deu uma tremedeira
nas cadeiras
Que eu tive que gritar
Não vou mais lá.
7:51 da tarde
domingo, janeiro 27, 2002
Timoneiro
Paulinho da Viola & Hermínio Bello de Carvalho
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
E quanto mais remo mais rezo
Pra nunca mais acabar
Essa viagem que faz
O mar em torno do mar
Meu velho um dia falou
Com seu jeito de avisar:
- Olha, o mar não tem cabelos
Que a gente possa agarrar
Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar
O leme da minha vida
Deus é quem faz governar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar
A rede do meu destino
Parece a de um pescador
Quando retorna vazia
Vem carregada de dor
Vivo num redemoinho
Deus bem sabe o que ele faz
A onda que me carrega
Ela mesma é quem me traz
6:51 da tarde
sexta-feira, janeiro 25, 2002
“Falsa Baiana”
Geraldo Pereira
Baiana que entra no samba
Só fica parada
Não canta não samba
Não bole nem nada
Não sabe deixar
A mocidade louca
Baiana é aquela
Que entra no samba
De qualquer maneira
Que mexe, remexe
Dá nó nas cadeiras
E deixa a moçada
Com água na boca
A falsa baiana
Quando entra no samba
Ninguém se incomoda
Ninguém bate palma
Ninguém abre a roda
Ninguém grita oba
Salva a Bahia
Senhor do Bonfim
Mas a gente gosta
Quando uma baiana
Requebra direitinho
De cima embaixo
Virando os olhinhos
Dizendo eu sou filha
De São Salvador.
9:26 da tarde
|
|
| |
|
|
|